Cânion do Xingó, em Sergipe

quinta-feira, 19 de outubro de 2006


Cânion do Xingó
Paisagens, formações rochosas, águas verdes e cristalinas, trilhas ecológicas, Parque Temático da Caatinga, vegetação exuberante e fauna diversificada: isso é o Xingó, localizado no município de Canindé do São Francisco, a 213 km de Aracaju (capital de Sergipe), às margens do extenso e famoso rio de mesmo nome.

Sendo um dos lugares mais bonitos do Brasil, não é à toa que a região é visitada por turistas brasileiros e estrangeiros interessados em conhecer suas belezas, observar a fauna, navegar
por entre as rochas de granito avermelhado que circundam o lago (que, em alguns pontos, chega a ter 170 metros de profundidade) e praticar esportes radicais, como escalada, rapel, tirolesa e trekking.

O Cânion do Xingó – um dos maiores do mundo – é um vale profundo com 65 km de extensão e 170 m de profundidade e largura variável entre 50 e 300 metros.

Os paredões rochosos, com mais de 60 milhões de anos, brotam das águas cristalinas do lago, que surgiu a partir da construção da barragem da hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco.

Em pleno semi-árido nordestino, o Rio Canindé era, na maior parte do tempo, um leito seco c
om escassa vegetação. Em 1995, a região foi alagada para criar o reservatório da hidrelétrica de Xingó, dando origem a uma vegetação exuberante, que atraiu enorme diversidade de pássaros e outras espécies.

No cânion, é possível encontrar vestígios – como pinturas rupestres e fragmentos de cerâmica – dos primeiros habitantes do local, que viveram por lá há mais de oito mil anos. O passado atrai muitos turistas brasileiros interessados na história do lendário cangaceiro Lampião, morto em 1938. O fora-da-lei e seu bando trilharam o caminho que liga Canindé a Angico.


São Francisco
Apesar das paisagens de inegável apelo para os visitantes, a importância do Rio São Francisco vai além do seu potencial turístico. A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF), que pertence ao Grupo Eletrobrás, possui 14 usinas ao longo do rio. Só a de Xingó representa mais de 25% de toda a capacidade instalada da empresa.


A usina tem capacidade instalada de 3,1 mil megawatts (MW). Já o complexo de Paulo Afonso – formado pelas usinas de Paulo Afonso I, II, III e IV e Apolônio Sales (Moxotó) – somam 4,2 mil MW.


Atrações
Os passeios de lancha, catamarã e escuna pelo cânion são os preferidos dos turistas, mas a visitação ao mirante, ao museu de Xingó e à usina hidrelétrica também estão entre as atrações do local.

Passeio de catamarã

O tour dura o dia inteiro, tendo em vista o percurso percorrido de Aracajú até o Xingó, situado no município de Canindé.

De lá, pega-se um catamarã para o Cânion do Rio São Francisco, seguindo pelo leito natural do rio e passando pelo Lago Justino, nome de um morador local cujo sítio foi inundado com o enchimento da barragem.

O trajeto de 3 horas é impressionante. Águas de um inacreditável verde esmeralda, formações rochas, enseadas e ilhas, até atingir o "Grupo do Talhado", um dos trechos mais bonitos do Cânion, onde pode-se mergulhar.


Há um limite de pessoas por barco e só é permitido ficar no Cânion por uma hora; então, aproveite bastante. Na volta, há um almoço self-service (pago). Na embarcação, tem um guia, bar, banheiros e duas duchas para os turistas aliviarem o calor.

Gruta do Talhado
Cruzando o Lago São José, a embarcação chega à Gruta do Talhado, que recebeu este nome porque os paredões de rochas areníticas parecem ter sido talhados à mão. Ali, a embarcação faz uma parada para banho e mergulho. Aproveite para sentar no atracadouro e apreciar o visual. No local há um pequeno santuário, onde fica a imagem de São Francisco.

Durante o percurso, muitas formações rochosas: a Pedra da Águia, cujo topo tem o formato da cabeça dessa ave; o Morro do Macaco, assim denominado porque foi habitat de um bando de macacos-prego antes do enchimento do reservatório; a Pedra do Japonês, uma bela formação rochosa que se assemelha ao rosto de um oriental; e a do Cruzeiro, que se parece com um homem montado em um cavalo.

Museu Arqueológico de Xingó
Reúne esqueletos humanos, objetos, painéis com imagens de pinturas rupestres, que revelam os aspectos culturais dos seus ex-habitantes, fragmentos de cerâmica e urnas funerárias encontradas na região. Conta também com uma loja de artesanato. Na Rodovia Canindé – Piranhas (junto à Usina Hidrelétrica de Xingó). Visitas livres e monitoradas: de quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h.

No museu, encontra-se grande parte do material resgatado do Sítio Arqueológico do Justino, alagado com o enchimento do lago de Xingó.

Usina Hidrelétrica de Xingó
Há visitas guiadas pelas instalações da Usina, com exposição de maquete, vídeo e fotos. O passeio dura cerca de 40 minutos e o acesso é feito pela estrada que segue para o município de Piranhas.

Sítio Arqueológico Mundo Novo
Conta com sete trilhas fáceis e guiadas em meio à vegetação de caatinga, passando por formações de arenito e pinturas rupestres. O acesso é pela estrada que segue para Paulo Afonso. Atenção: a visita deve ser agendada com antecedência.

Município de Piranhas
Cidade histórica fundada no século XIX, Piranhas fica do outro lado do rio, que serve de divisa entre os Estados de Sergipe e Alagoas. Uma das atrações locais é o Mirante, de onde é possível avistar os belos cânions do Rio São Francisco. Acesso pela estrada que leva à Hidrelétrica de Xingó.

Museu do Sertão
Dedicado à memória do sertanejo nordestino, o museu expões objetos, fotos, e vestimentas típicas usadas por eles, inclusive as roupas do mais famoso cangaceiro que passou por ali, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e também de seu bando.

Museu de Véio
Já no caminho para Canindé, no município de Nossa Senhora da Glória, uma raridade: a casa-museu de Veio, como é conhecido nacionalmente um dos mais famosos artesãos sergipanos. O local parece uma exposição de arte ao ar livre: esculturas de vários tamanhos espalhados por toda parte, cada uma delas contando um pouco da vida, dos mistérios e das lendas da região.

Ilha do Ouro
A 190 km da capital, no município de Porto da Folha, às margens do rio São Francisco, a Ilha do Ouro é um paraíso para amantes do ecoturismo: belezas naturais, mistérios e traços históricos dos colonizadores holandeses e jesuítas que ocuparam a região no século XVII.


Temperatura
Faz calor o ano todo, mas o vento forte que sopra de dezembro a janeiro torna a temperatura bastante agradável. Já entre os meses de maio e agosto, chove com muita freqüência. A temperatura média anual é de 27ºC.


Como chegar
Siga a BR-101, no sentido Aracaju-Maceió, e continue seguindo via SE-206 ou pela BR-235, para Itabaiana, seguindo pelas rodovias SE-106 e SE-206.

Agências de turismo oferecem o passeio até esta maravilha da natureza. Vans ou microônibus buscam os turistas nos hotéis de Aracaju.

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